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O filme é construído inteiramente em torno da protagonista, Hermila (ou Suely). Diferente das protagonistas clássicas do cinema brasileiro, que muitas vezes caem na vitimização, Hermila é uma figura complexa, pragmática e, por vezes, antipática.

A direção de Karim Aïnouz confere ao filme uma identidade visual e sonora muito forte, fugindo do realismo socialista tradicional para abraçar um estilo mais sensorial.